Sem Críticas! Consegues?

Li o livro O Segredo, de Rondha Byrne, o qual recomendo vivamente 🙂 Contudo, não consegui desvendar a chave do que nos coloca na frequência vibracional da alegria e do amor, aquela que atrai tudo de bom 🙂 Pus-me ao caminho e, um dos mistérios, é saber viver sem criticas aos outros e a nós próprios, sim 🙂 a nós próprios, o que me parece ser ainda mais difícil do que deixar de criticar os outros 🙂

E o que é preciso iniciar para nos libertarmos da critica? 🙂

Consegues adivinhar? 🙂

É preciso despertar para o perdão aos outros e a nós próprios 🙂 sim perdão aos outros e a nós próprios 🙂

O que significa perdão?

“ação de se livrar de uma culpa, de uma ofensa. É um processo mental que visa a eliminação de qualquer ressentimento, raiva, rancor ou outro sentimento negativo em relação a determinada pessoa ou relativamente a nós próprios.”

Num mundo onde o julgamento reina: dos outros para connosco, de nós próprios para com os outros e de nós próprios para connosco próprios, a critica mordaz e destrutiva, coloca-nos numa frequência vibracional negativa, que nos impede de viver uma vida plena e fluída.

Apegados a crenças, vivemos iludidos e consideramos que há bons e maus caminhos, boas ou más condutas. Sentimo-nos culpados e condenamos os outros quando nos desviamos ou alguém se desvia da atitude ou comportamento aprovado do ponto de vista moral, social, familiar, institucional, etc…

Agredimos os outros, os outros agridem-nos e agredimo-nos a nós próprios com palavras, gestos e ações agressivas e violentas porque o comportamento do outro ou o nosso comportamento não esteve de acordo com aquilo que é socialmente aceite.

Dizemos mal dos outros, os outros dizem mal de nós e dizemos mal de nós próprios.

Pomos defeitos aos outros, os outros encontram defeitos em nós e pomos defeitos em nós próprios.

Golpeamos o amor próprio dos outros, os outros golpeam o nosso amor próprio e golpeamos o nosso amor a nós próprios.

Vivemos enganados e enganamos os outros quando exigimos perfeição aos outros e a nós mesmos, induzindo stress, fazendo sentir os outros e a nós próprios que não somos suficientemente bons porque não estamos a cumprir os objetivos idealmente e ilusóriamente estabelecidos.

Assim nasce o movimento da não aceitação dos outros para connosco, de nós próprios aos outros, de nós próprios para connosco mesmos.

Assim nascem os sentimentos nefastos:

*não te considero digno de receberes amor/não sou digno de receber amor

*julgo-te/julgo-me

*não acredito na tua virtude/não acredito na minha virtude

*és indigno/sou indigno

*critico-te e ataco-te/ critico-me e ataco-me

*rejeito-te/rejeito-me

*não acredito em ti/desisto de mim

*duvido de ti/duvido de mim

*não confio em ti/não confio em mim

É chegado a este ponto que urge a necessidade de mudar os sentimentos negativos para sentimentos positivos. É chegado a este ponto que se torna imprescindível perdoar.

Para iniciar o processo de perdoar há que ter em consideração 3 factores:

*não há bom nem mau, desde que não se faça mal a ninguém, há diferentes opiniões e diferentes formas de agir acerca do mesmo assunto ou situação

*as pessoas agem de acordo com os conhecimentos que têm em cada fase do processo evolutivo da vida, nível de amor e de alegria que têm dentro do coração

*que a perfeição não existe e que o erro é necessário para que se possa evoluir. Aprendemos por tentativas e erros

Perdoar é uma escolha. É a escolha entre mantermo-nos apegados a sentimentos destrutivos ou a escolha de nos libertarmos daquilo que nos castra, adoece e destroi.

O que significa perdoar os outros?

É deixar ir, desapegar. Normalmente, o natural é que o desapego se faça de grau em grau. Não é imediato, é um processo que leva tempo, ao ritmo de cada pessoa.

Não significa esquecimento. Temos memória e, muitas vezes, vamos lembrar-nos daquilo que nos magoou e ofendeu. A parte positiva desta memória é que vai funcionar como um mecanismo de defesa de modo a impedirmos que situações idênticas aconteçam. O perdão acontece em pleno quando a lembrança daquilo que nos feriu emocionalmente deixa de nos causar mágoa.

O perdão não pede reconciliação, não pede que se continue a ser amigo da pessoa. Pede que, sem ressentimento, cada um siga o seu caminho, fazendo as aprendizagens que cada um tem que fazer. É preciso perceber que não estamos todos no mesmo nível de entendimento e que esta diferença provoca desafinidade. A distância saudável é necessária e até mesmo imperativa. Um dos grandes problemas das sociedades é que forçam convívios entre pessoas que estão longe de ter relacionamentos saudáveis e harmoniosos.

Perdoar não está dependente do pedido de desculpa daquele que provocou a ofensa. O mais provável é que isto nunca venha a acontecer. Vem da nossa decisão em estarmos libertos de sentimentos negativos.

O que significa perdoarmo-nos a nós próprios?

Num mundo onde o exercício da gentileza, da compreensão e da compaixão é escasso é normal que sejamos pouco gentis, compreensivos e compassivos connosco próprios. Exigimos demais de nós próprios e temos uma grande dificuldade e até mesmo, muitas vezes, incapacidade em nos aceitarmos tal como somos.

Criticamo-nos com frequência e complicamos tudo com os nossos medos e inseguranças. Desconectados dos nossos sentimentos temos dificuldade em perceber o nosso verdadeiro posicionamento relativo a uma determinada situação ou assunto. Conectados com os nossos sentimentos, temos medo de os expressar com receio do que os outros possam dizer, pensar ou fazer, até porque, com frequência, já passámos por momentos idênticos que não nos trazem boas recordações porque o nosso comportamento/atitude não foi aceite pelo outro ou outros, envolvidos na situação.

“Quando você muda, tudo muda” -Jim Rohn

A mudança não acontece de fora para dentro. Acontece sempre dentro de nós. Aceita-te tal como és, com as tuas fragilidades, defeitos e qualidades. Tem a coragem de descobrir em ti o que podes e queres melhorar. É um processo. Avanços e recuos fazem parte do processo. Muda os sentimentos negativos acerca de ti próprio que tens incutidos quer ao nível do consciente, quer ao nível do inconsciente. Aceita-te e começa a sentir-te digno de receberes e de atraíres o melhor para ti. Começa a trocar as criticas a ti próprio por palavras harmoniosas, gentis e que te apoiam. Começa por te perdoar a ti próprio 🙂

“Perdoo-me por me sentir indigno e por acreditar que não mereço amor. Eu mereço amor e a vida ama-me. Perdoo-me por todas as vezes em que me critiquei e me ataquei. Eu mereço amor e a vida ama-me.” Louise L- Hay


2 comentários em “Sem Críticas! Consegues?”

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