Quanto Mais Nos Desenvolvemos Como Pessoas, Melhores Pais Conseguimos Ser

Casada, resolvi ter um filho. Pensei que tinha uma vida estável e calma, cenário ótimo para o desenvolvimento saudável de uma criança. Mas, como o tempo revelou, os meus interesses não eram coincidentes com os do meu ex-marido e o tão desejado equilíbrio, na verdade, era o caos.

6 anos após o nascimento da minha filha, decidi libertar-me da toxicidade e desequilíbrio em que vivia e decidi namorar comigo própria.

Namorar comigo própria, para muitos, é algo bastante estranho e, até mesmo absurdo. Na verdade, é o que todos podemos fazer para que a vida se torne mais aprazível e harmoniosa.

Quem sou eu?

Perante determinadas pessoas, circunstâncias e lugares que sentimentos surgem?

Que palavras, ações e comportamentos repito sem pensar, que não são meus, mas de outros?

“O trabalho sobre nós próprios é o mais difícil, mas o mais gratificante” – Jim Rohn

É aqui que entra a aceitação. A aceitação da realidade vivida neste momento, a aceitação da necessidade de cura das feridas emocionais, a aceitação que a transformação não acontece de um dia para o outro, a aceitação dos nossos sentimentos para perceber o que temos que afastar ou aproximar, a aceitação de que as coisas não mudam porque os outros mudam mas, sim, porque nós mudamos – “Quando você muda, tudo muda”

Na sequência de uma saída em grupo onde a minha filha participou e na qual eu não estive presente, ontem, quando fui à aula de Pilates, aproximaram-se de mim e deram-me os parabéns pela mãe que sou – agradavelmente surpreendida agradeci e respondi: quanto mais leve me torno mais leve a minha filha se torna, é uma aprendizagem e um desafio todos os dias e até ao último dia da minha vida.

Aceitarmo-nos a nós próprios, com dignidade e respeito é aceitarmos os nossos filhos tal como são e não como, egoisticamente e ignorantemente, nós queremos que eles sejam

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