Porque Sofremos E Como Parar

Frequentei e conclui, com aproveitamento, o teste teórico do 1.º ano do curso de Chi Kung, ministrado pela Escola de Medicina Tradicional Chinesa. Foi, aqui, que encontrei o meu melhor professor, já lá vai mais de uma década, chama-se Lourenço, o professor do silêncio.

Não é de silêncio que este tema vai falar. Hoje, o silêncio fica em silêncio 🙂 , ou, talvez não 🙂 … e porque não? 🙂

Falo desta minha soberba experiência como introdução ao tema deste texto. Foi completamente fora da caixa 🙂 Completamente fora do nosso modo de pensar 🙂 Há que ter a capacidade de simplesmente escutar e observar aquilo que nos é transmitido. Qualquer tentativa de comparação com a mentalidade ocidental é desastroso. Entender a mentalidade oriental é, simplesmente, escutar e observar – mente zen, mente principiante, mente aberta a todas as coisas.

Mente principiante, mente aberta a todas as coisas é algo que não é ensinado ao ser humano em geral. É uma minoria que aprende e treina este conceito. A maioria vive apegado a crenças, padrões, expectativas de como e quando vai acontecer, a pensamentos limitadores, que nos limitam, nos frustam, que nos tornam egocêntricos. Uma panóplia de pensamentos que são apenas isso, pensamentos e pensamentos que, muitas vezes, nos causam sofrimento…

Se, ao invés do apego às nossas expectativas fossemos ensinados e treinados a observar as coisas tal como elas são e tal como estão a acontecer no momento pouparíamos muito sofrimento, conflito e cisão com o Todo.

Quantas vezes julgamos e criticamos pessoas e situações porque mantemos a nossa mente pequena, incapaz de nos esvaziar do que nos limita, que nos impede ter a atenção plena no momento.

Não conseguimos aperceber-nos da natureza original de tudo porque tudo aprisionamos aos pensamentos aos quais estamos aprisionados. Não aceitamos a totalidade das possibilidades que, na verdade, são infinitas. Tudo é visto à semelhança da percepção que temos de nós próprios e do mundo.

Sacrificamos a nossa paz interior com pensamentos de dúvidas, medos e incertezas. Dúvidas, medos e incertezas que, muitas vezes, nos impedem de ver como as coisas realmente são. Dúvidas, medos e incertezas que nos afastam da confiança e da fé. Dúvidas, medos e incertezas que nos impedem de viver o momento plenamente, deixando escapar informações preciosas para o nosso caminho de prosperidade.

Dúvidas, medos e incertezas porque não aceitamos a existência do princípio da impermanência. Tudo muda, tudo está em constante movimento. Sofremos porque não aceitamos esta verdade.

Sofremos porque nos limitamos a determinados tipos de pensamentos. Sofremos porque criamos ilusões. Sofremos porque não temos capacidade de aceitar as coisas como elas são, sejam agradáveis ou não.

“Ao sabermos que a vida é tão curta, goza-a dia após dia. Cada momento é vida.”

Pensamentos são meras ideias. Pensamentos e ideias têm o poder que nós escolhemos dar-lhes. Pensamentos e ideias podem ser mudados. Pensamentos e ideias destrutivas podem ser mudados para ideias e pensamentos que nos elevem e dignifiquem.

Ilusões podem ser trocadas pela atenção plena no momento presente.

Aceitar as coisas como elas são é aceitar que tudo tem o propósito de aprendizagem e, com isso, podemos evoluir e construir a melhor versão de nós próprios, até ao último sopro das nossas vidas.

Quem diz que é fácil? Mas, vale a pena treinar… 🙂

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