O Porquê Da Comparação E Da Competição

É 4.ª feira, 7 de Julho, felizmente, sopra uma brisa fresca, por isso, a caminhada, depois de mais uma ida ao ginásio, na companhia da minha filha, fez-se bem 🙂

Já tinha decidido escrever o próximo texto sobre o tema comparação e competição, quando, já nem sei porquê, a conversa com a minha filha se direcciona para as notas escolares e, coincidentemente ou não 🙂 aborda o facto de as mesmas serem motivo de comparação e competição.

Referiu o facto de eu nunca ter visto, ao longo dos seus 8 anos de estudo, as notas dos outros alunos, nem ela; de nunca ter comparado as suas notas com as dos outros, nem de a fazer sentir-se superior ou inferior aos outros por causa da comparação com as notas. Acrescentou ainda que, na sua opinião, a comparação das notas escolares contribuem, muitas vezes, para que haja conflitos entre os alunos. Concordo, plenamente, com esta opinião 🙂

Considero o papel de progenitor um grande desafio e uma grande oportunidade de aprendizagem. Ser um pai ou mãe compreensivo, afetuoso e com capacidade para aceitar o seu filho tal como é está diretamente relacionado com o grau de compreensão, de afeto e de capacidade de aceitação que os progenitores têm para consigo próprios. Só damos aquilo que temos dentro de nós 🙂 Quanto mais conseguimos expandir a nossa consciência maior a nossa capacidade de aceitação – falhas, erros e recuos fazem parte do processo 🙂

Ao vivermos aprisionados ao padrão social que é aceite na cultura onde estamos inseridos, a aceitação de nós próprios e do outro é, assim, trocada pela comparação do nosso comportamento e do comportamento dos outros relativamente às regras instituídas.

Para sermos aceites comparamo-nos com tudo o que é exterior a nós e, em função disso, passamos a competir com o outro.

Quanto mais se agir de acordo com o padrão mais hipótese tem de se ser “amado” e “aceite”. Surge o sentimento de ter que se ser melhor que os outros. Vive-se em stress, em permanente conflito interno e, consequentemente, em permanente conflito com os outros.

A competição e a comparação integram-nos num sistema massacrante e desumano.

Enumera as vezes que, ao longo da tua vida, te sentiste incompreendido e insatisfeito porque foste obrigado a seguir as regras do padrão:

Quem te impôs essas regras?

A pessoa ou as pessoas que te impuseram as regras rígidas e as ideias limitadoras de como a vida deve ser vivida será que alguma vez se questionaram se isso, realmente, faz sentido?

E tu, permites-te questioná-las agora?

Há mais horizontes para além do horizonte … 🙂

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