O Grande Tabu: Amar O Eu

A elevação do ser humano e a grande aprendizagem a concretizar na vida prende-se com a aquisição das competências necessárias para se isentar do julgamento, da crítica e dos preconceitos.

E como é que isto é possível? Sem apreciação por nós próprios ou com apreciação por nós próprios?

Para a maioria das pessoas apreciar-se a si próprio é assunto tabu. É comum crescermos desconectados dos nossos sentimentos e a correspondermos às expectativas familiares, sociais, escolares, culturais…

E o que significa correspondermos às expectativas de todos os ares e ais acima referidos?

O seguimento de determinado tipo de padrões faz-nos entrar em conflito com outros padrões existentes na diversidade e multiplicidade da vida.

E o que significa seguir determinado tipo de padrões?

Inevitavelmente, a total desconexão dos nossos sentimentos, do nosso verdadeiro eu, da verdadeira e honesta apreciação de quem realmente somos.

Então, se não nos apreciamos como realmente somos, se não nos aceitamos como realmente somos, como é possível apreciarmos verdadeiramente os outros e aceitarmos os outros tal como são?

Só conseguimos doar aquilo que está enraizado dentro de nós, não há outra forma possível.

Por isso, sim, é imprescindível apreciarmo-nos a nós próprios. É preciso aceitarmos o que somos, as nossas pequenas peculiaridades, os embaraços, as coisas que fazemos menos bem, as imperfeições físicas que não podemos melhorar e que fazem parte da nossa unicidade, os nossos sentimentos, as nossas qualidades, os nossos “erros e falhas” imprescindíveis para que consigamos fazer mais e melhores aprendizagens que contribuem para a nossa evolução no amor incondicional e alegria.

Agora percebes porque é tão importante libertares-te do tabu Amar O Eu?

Quando te amas, quando amas o teu pacote completo, único e genuíno, quando compreendes que tens um ritmo próprio, que no teu processo de crescimento existem avanços e recuos, quando te aceitas e inicias o teu processo de evolução, a partir desta aceitação, a autocrítica vai desaparecendo.

Assim, tendo dentro de ti toda esta sabedoria, vais perceber que se torna cada vez mais fácil libertares-te do hábito de julgar e criticar os outros 🙂

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